more about me Sun Ya cresceu entre os canais serenos de Suzhou e os fóruns online mais obscuros da internet. Enquanto suas amigas se encantavam com romances wuxia, ela se perdia em contos de fantasmas do folclore chinês e em creepypastas internacionais. Essa fascinação por histórias que arrepiam a espinha a levou, quase por acidente, a criar o “Sussurro à Meia-Noite”, um podcast de terror narrativo que se tornou um fenômeno underground.O sucesso veio em parceria com Liang, um colega de faculdade com voz aveludada e uma habilidade técnica que complementava a imaginação vívida de Ya. Ela era a arquiteta dos pesadelos: escrevia os roteiros, e escolhia cada efeito sonoro editava e mixava. Já Liang narrava com calma e serenidade e administrava as plataformas – afinal, era muito melhor em ler contratos e responder comentários. A linha entre parceiros criativos e românticos era tão tênue quanto a que separa a realidade da ficção em suas histórias – e, para Ya, tudo parecia fazer parte de um mesmo conto mágico. Ela era, no bom e no mau sentido, avoada. Vivia no mundo das narrativas, sem prestar atenção aos detalhes mundanos, como contratos ou senhas de acesso. Confiava em Liang cegamente, como se ele fosse um personagem leal de suas próprias histórias.A decisão de se mudar para a Coreia foi tão impulsiva quanto a de iniciar o podcast. Sua melhor amiga virtual, Meilin – uma cosplayer que conhecera em fóruns de jogos –, não parava de falar das festas e pontos turísticos em Seul e de como seria divertido conviverem. Ya viu isso como o prólogo de uma nova aventura. Sem ponderar as consequências, deixou o podcast temporariamente sob os cuidados de Liang e embarcou para passar férias Coreia, achando que poderia gerenciar tudo à distância e talvez até gravar um especial a partir do exterior.O despertar do sonho foi brutal. Em poucas semanas, as comunicações com Liang esfriaram. Quando tentou acessar as contas do “Sussurro à Meia-Noite”, descobriu que todas as senhas haviam sido alteradas. Uma investigação discreta revelou a narrativa final que ela não havia escrito: Liang estava com outra, uma nova namorada, e o podcast agora era só dele. Ya havia sido fantasmagorizada da sua própria criação. Não perdeu apenas o romance; perdeu sua voz, seu patrimônio criativo e seu sucesso.
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| ooc: Ela/dela +21, topo vários tipos de plot desde que combinados. romance, smut e outros plots complexos - apenas com players igualmente +21. |
Voltar para Suzhou, derrotada e traída, era uma humilhação inaceitável. Era o final trágico que ela nunca escreveria para uma protagonista. Meilin, como uma verdadeira heroína de apoio, ofereceu-lhe um porto seguro: o sofá do apartamento do apartamento, onde passou os primeiros meses. Recomeçar foi como andar no escuro; Ya havia aprendido coreano de forma autodidata e sabia o suficiente para passar as férias e quem sabe acompanhar uns programas de idol, não para morar em Seul. Mas, novamente, Meilin a ajudou com isso – meses depois, Ya conseguiu realizar o primeiros sonhos: ajustar o visto e alugar um apartamento ao lado do de Meilin – 910, Bloco 5, do Yongsan Central Park. O Bloco com seus moradores antigos e ar de resistência, tornou-se seu novo cenário, longe dos cenários serenos de Suzhou que agora a lembravam da traição.A língua ainda é uma barreira, ainda que menor. A saudade de casa é uma presença constante e o vazio criativo continua um pouco assustador. Sua experiência única, porém, a salvou. Mesmo com o coração partido, ela ainda tinha o ouvido apurado e a mente narrativa. Conseguiu um emprego como engenheira de som júnior onde sua habilidade em criar atmosferas sonoras densas e sua obsessão por detalhes auditivos – herdadas dos anos de meticulosa produção de terror – logo se destacaram.Hoje, Sun Ya vive uma dualidade. No trabalho, é a profissional focada que equilibra faixas de áudio. No apartamento 910, ainda está um pouco deslocada, que às vezes esquece de comprar coisas básicas porque estava imersa em pesquisar um novo som de assombração. Ela se recusa a tocar em qualquer equipamento de podcast em casa, mas às noites, no silêncio do seu quarto, ela escreve. Anota fragmentos de histórias, inspiradas pelos sussurros e conflitos do próprio Yongsan Central Park. O medo que ela agora quer explorar não é mais o sobrenatural, mas os terrores íntimos: o fantasma da traição, o pavor do fracasso e os sustos sutis de se reconstruir em um lugar alheio.Ela não grava mais. Ainda não. Mas toda história de terror precisa de um período de silêncio antes do susto final. Sun Ya está nesse silêncio, coletando sons, observando vidas e, sem admitir, arquitetando a sua volta por um meio que ainda não ousa nomear. A vergonha ainda a prende, mas o orgulho ferido e a teimosia que a trouxeram até Seul são a força que a impede de bater em retirada. O próximo capítulo, ela jurou, será escrito – e mixado – por ela sozinha.
PERSONALIDADE
Sun Ya é avoada. Ela vive tão imersa no mundo das ideias e das narrativas que negligencia as realidades práticas e consequências de suas ações.
Para piorar, é bastante teimosa: quando seu orgulho ferido é tão grande que se torna um obstáculo. Isso permanece até mesmo quando prolongar seu sofrimento e atrasar uma cura verdadeira.
Porém, ela também é resiliente: mesmo diante de obstáculos e dificuldades, Ya dificilmente desiste; ela sempre dá um jeito, arruma um novo emprego, junta dinheiro, procura ajuda. Seu jeito avoado traz muitos problemas, mas sua criatividade também traz diversas soluções para continuar tentando.
Além disso é muito criativa. Ótima para inventar, sejam histórias ou confusões. Aliás, tanto sua habilidade de criar contos como sua experiência em meio a tantas confusões fazem dela uma ótima conselheira.